quarta-feira, 3 de dezembro de 2014







                                                                            3 DESENVOLVIMENTO                                                                                        
  3.1 JUSTIFICATIVA


 Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997)  a construção do saber. Ela é diária e permanente. Ainda que o espaço da sala de aula não seja um espaço privado, é um espaço público diferenciado: não implica, necessariamente, a interação com interlocutores que possam não compartilhar as mesmas referências (valores, conhecimento de mundo)”.    

  Os métodos todos e técnicas de pesquisa que nortearam este relatório foi feito exatamente com as observações indireta intensiva (pratica docente, documentações políticas e pedagógicas da instituição, relato dos espaços físicos e atitudes comportamentais dos discentes e as entrevistas cedidas. Que se deram por uma análise criteriosa, pautadas nos relatos observados, discutidos e vivenciados.

  A minha justificativa em analisar esse ambiente escolar, se dá por algumas razões, pois é uma escola muito bem referenciada aqui no bairro, eu não preciso me deslocar a outras comunidades, meus objetivos específicos são bem sucintos no que tange analisar as matérias a qual estive contato; Neste contexto, tento entender e compreender os processos de trocas entre o aluno e esse espaço destinado ao saber. Sei que toda analise requer visão mais aprofundada de mundo, conhecimentos prévios e contextualização, seja com a realidade em que se vive ou com a capacidade de se criar novos mundos. Para Piaget: “... é importante que os mestres proponham às crianças materiais, situações e ocasiões que lhes permitam progredir. Não se trata de deixar as crianças fazerem tudo o que querem. Trata-se de colocá-las perante situações que proponham problemas novos, concatenando-os uns aos outros”.

 A proposta da professora é fazer com que seus alunos se desenvolvam criticamente, segundo a mesma é preciso estimulá-los a colocarem em pratica as competências comunicativas de cada um. Assim eu percebo o quanto a oralidade é ferramenta importantíssima em suas aulas, os alunos ficam menos desinibidos, nem notam que estão sendo observados, ao meu ponto de vista, noto também que os mesmos conseguem pensar melhor e expor na escrita os conhecimentos adquiridos com as discussões em sala.

 Muito atenciosa com os alunos, a professora se mostra sempre como a autoridade máxima que é em sala, e é sempre atendida por seus alunos; fazendo sempre uso dos recursos ali presente, a mesma não abre mão da leitura e de expor os conteúdos na lousa; Notei que a docente sempre dispõe de textos ou trazidos de casa ou impresso ali mesmo na instituição, as atividades sempre eram feita em classe na base da oralidade e ali mesma a professora podia fazer a correção e sinalizar até os erros de dicção; outra atividade era sempre passada para casa, o que pude notar, é, que essa atividade a professora já trazia pronta, ela estava relacionada ao assunto do dia e segundo os alunos a docente sempre as corrige nas aulas seguinte, e depois leva essas atividades para casa, com a finalidade de corrigi os erros ortográficos de seus alunos.

 Segundo a professora, sugestões das atividades a serem desenvolvidas e de temas propostos a serem discutidos em sala, são sempre bem vistos, tanto pela coordenação, como pela equipe pedagógica. Quando tais proposta surgem, adequamos as necessidades e aos interesses dos alunos, essas novas atividades, se bem desenvolvidas tornam-se mais produtivas e enriquecedoras na vida dos discentes, caso elas sejam de fatos bem planejadas a realidade de cada aluno. Sabemos que nada é fácil de se construir em escolas públicas, sabemos das lutas que enfrentamos todos os dias; há momentos que queremos desisti, o desisti não está relacionado só aos problemas com alunos; isso é do dia a dia, mais a tempos estamos presenciando o desencanto pela profissão, os nossos alunos não nos têm mais como referencial, somos apenas bons educadores e nada mais; não nos enxergam como exemplos a serem seguidos. Ninguém nos dias atuais se identifica mais com o professor moderno, e são essas e outras questões que tem levado ao desencanto e a desvalorização da categoria.

3.2. OBJETIVO GERAL

      

  Trago como objetivo Geral neste relatório, os objetivos que norteiam os PCNs, De acordo ainda com os Parâmetros Curriculares Nacionais pra o ensino do fundamental II, é de uma altíssima importância que o aluno desenvolva a consciência do discurso pra uma vida mais harmoniosa com a sociedade de modo geral

“O objeto de ensino e, portanto, de aprendizagem é o conhecimento linguístico e discursivo com o qual o sujeito opera ao participar das práticas sociais mediadas 
pela linguagem. Organizar situações de aprendizado, nessa perspectiva, supõe:planejar situações de interação nas quais esses conhecimentos sejam construídos e/ou tematizados; organizar atividades que procurem recriar na sala de aula situações enunciativas de outros espaços que não o escolar, considerando-se sua especificidade e a inevitável transposição didática que o conteúdo sofrerá; saber que a escola é um espaço de interação social onde práticas sociais de linguagem acontecem e se circunstanciam, assumindo características bastante específicas em função de sua finalidade”.

3.3 OBJETIVOS ESPECÍFICO 


  • Analisar procedimentos de leitura e suas adequações ao grau de interesse dos alunos
  • Analisar de que forma os alunos internalizam os assuntos
  • Analisar quais habilidades são desenvolvidas pelo docente
  • Analisar quais recursos são utilizados pela docente, afim de tornar suas aulas mais atrativas.            


4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

  Examinando, a escola é o ambiente que transforma e precisa ser um campo aberto, uma espécie de laboratório onde todos possam ter acesso a esse saber. Os professores são os principais agentes de transformação, ele é que faz essa mediação e influencia essa troca de informação. Normalmente o aluno têm dificuldades de reagi a determinados conteúdos, tem dificuldade com o novo, muito menos transforma a sua capacidade de aprender. O professor precisa estar atento as necessidades de seus alunos, ele precisa ser o agente inovador. O professor e educador Mario Sergio Cortella, fala dessas mudanças, desses paradigmas e a necessidade do educador se inovar no seu dia a dia; é preciso ficar atento as mudanças e o acompanhar da tecnologia, pois, o aluno será sempre a uma fonte questionadora desse saber. 

Ainda sobre esse processo inovador, Cortella afirma que:

“O filósofo quer a definição, quer a percepção... Nem sempre ele aceita acomodação. Quando você coloca água numa caneca ela se conforma à caneca. O filósofo é aquele que gosta de transbordar. Ele quer transbordar e convida todos a transbordarem, ultrapassarem as bordas impostas. Ele não se conforma..."(CORTELLA)

 Uma escola ativa não só ajuda o aluno a aprender, mas a se desenvolver, a se transformar, ajuda-o a ser um cidadão crítico e reflexivo, isto é, aumenta a sua capacidade de aprender; ou, como lembra Piaget, a aprender a aprender. Aliás, Piaget tem muito a dizer para esse processo de formação docente (Fernando Becker).

           Segundo Paulo Freire (2003) em seu livro Pedagogia da Autonomia:

          " Estar disponível é estar sensível aos chamamentos que nos chegam, aos sinais mais diversos que nos apelam, ao canto do pássaro, à chuva que cai ou que se anuncia na nuvem escura, ao riso manso da inocência, à cara carrancuda da desaprovação, ao braço que se abrem para acolher ou ao corpo que se fecha na recusa. É na minha disponibilidade permanente à vida a que me entrego de corpo inteiro, pensar crítico, emoção, curiosidade, desejo, que vou aprendendo a ser eu mesmo em minha relação com o contrário de mim. E quanto mais me dou à experiência de lidar sem medo, sem preconceito, com as diferenças, tanto melhor me conheço e construo meu perfil ". (FREIRE, 003, P.134).

 Como o ambiente escolar não é uma gestão participativa, podendo haver divergência entre alunos e o corpo docente; o professor deve produzir os ensinamentos de forma que o aluno sinta-se sempre capaz. Pois, a educação é a transmissão desses conhecimentos. Na sociedade atual as informações têm levados alunos e professores à acompanhar o desenvolvimento do conhecimento nas áreas mais distintas da educação, e estas mudanças demarcam um olhar para se receber o novo.

 Em consonância com o que foi dito, Paulo Freire sempre demonstrou uma preocupação em relação a uma aprendizagem significativa, em toda sua discussão em relação à escolarização do aluno. Por conseguinte pode-se dizer que para o educador Paulo Freire, o mundo se apresenta ao mesmo tempo como inacabado e injusto. A educação, portanto, deve implicar na denúncia da realidade. 

 O educador, diante disso, deve almejar uma sociedade melhor. A construção de uma nova realidade deve ser a utopia do educador. A utopia estimula a busca e, ao se denunciar certa realidade, ao esmo tempo se estará buscando outra. Nosso desafio é organizar o procedimento utópico sem sufocar a capacidade utópica (FREIRE, 2002, p. 43).

Através das reflexões que Paulo Freire nos aponta o professor precisa ser um agente inovador de suas pesquisas, o educador tenta nos informar que tais aprimoramentos resultam na qualificação do bom profissional.

Em virtude dessas considerações, cabe ressaltar que a filosofia educacional de Freire se fundamenta em dois elementos básicos: a conscientização e o diálogo. Na proposta de Freire é “a leitura de mundo que precede sempre a leitura da palavra" (FREIRE, 2000, p.90). O educador deve conduzir o educando a leitura do seu contexto histórico e social, seu espaço, suas histórias e sua vida como um todo. Tudo isso deve ser ponto de partida e ponto de chegada para a aprendizagem. 

  É preciso valorizar e reconhecer o saber de todos; o conhecimento que o aluno traz de seu meio não pode ser negado. Nesse sentido, no conceito de Paulo Freire tanto o aluno quanto o professor são transformados em pesquisadores críticos. Como mencionado anteriormente, para Paulo Freire a educação teria o papel de libertar os sujeitos de uma consciência ingênua, herança de uma sociedade repressora, agrária e oligárquica, transformando-a em consciência crítica. Em relação ao papel da educação na sociedade dentro da perspectiva de Paulo Freire, Stephanou e Bastos (2005, p. 269), apontam que para Freire, deve-se valorizar o analfabeto, como alguém capaz de produzir conhecimentos e que a educação deveria ter um caráter de diálogo e não ser resumida a uma relação cliente – banco. Segundo o próprio Freire:

A educação passa a ter sentido ao ser humano porque o seu existir se caracteriza como possibilidade histórica de mudanças. “Somos ou nos tornamos educáveis porque, ao lado da constatação de experiências negadoras da liberdade, verificamos também ser possível a luta pela liberdade e pela autonomia contra a opressão e o arbítrio” (FREIRE, 2000, p. 121).   

 Somos nós que mostramos que há formas de leituras e que as abordagens variam de acordo com os textos. É importante que os leitores iniciantes tenham claros que o ato de ler implica a participação ativa na construção dos sentidos do texto. Ler é manter uma relação aberta e fraca com o texto. Lembrando sempre que a experiência de ser leitor não se esgota nos bancos escolares, pois, um leitor está permanentemente em construção. (Paulo Freire)

 As bases teóricas que fundamentam a análise da observação de estagio curricular supervisionado englobam diversas áreas do conhecimento que conversam de alguma forma sobre processos das ferramentas de aprendizagem. É com bases nos conhecimentos dos educadores citados que este projeto traz as perspectivas do ensino-aprendizagem, através do aproveitamento das habilidades inatas ao ser humano e seus reflexos sociais e morais.

  As habilidades nas quais as crianças apresentam sucesso na solução de problemas assistidos serão aquelas em que o sujeito poderá ter sucesso sozinho depois de algum tempo, se desenvolvimento segui no seu curso normal. É importante que o professor exerça seu papel, tanto como profissional que precisa de uma formação didática a qual chamamos de saber docente, como também a de um professor pesquisador

   Para Mikhail Bakhtin, a língua penetra na vida por meio de enunciados concretos que realizam, e é também por meio dos enunciados concretos que a vida penetra na língua. Segundo a teoria Bakthiniana, produzir linguagem significa produzir discursos; dizer alguma coisa a alguém, de determinada formula em determinado contexto histórico, em determinada circunstancia de interlocução.

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